Monday, December 29, 2008

Mulheres mais velhas... (2)

As coisas realmente ficam mais sérias quando se resolve dar um passo além. Pra alguém meio que recém saído da adolescência, um envolvimento com mulheres mais velhas a nível das boas e velhas "ficadas" não lhe parece nada dificil. Muito pelo contrário, alguns dizem que isso é até saudável, consegue-se aprender como dar e receber prazer das melhores formas possíveis, perde-se a inocência corporal e etc, etc, etc...


Talvez a coisa mude um pouco de figura quando as coisas passam de "ficadas" pra namoro. E é numa frase simples, mas bastante importante, que eu tenho pensado constantemente. Entre outras palavras: "Idades diferentes, fases diferentes, necessidades diferentes... Se isso não for bem contornado, pode trazer dificuldades". E, imediatamente depois, revendo aqueles conselhos, penso em mais uma frase: "treine liberdade e desapego; saiba que cada mulher é inesgotável".


Mesmo na mesma faixa de idade, existem mulheres com personalidades diferentes, necessidades diferentes, anseios diferentes. E é extremamente dificil (ao menos pra mim) tentar decifrar o que essas tais balsaquianas buscam numa relação com um garotão de seus 20 anos. Sexo por sexo? Não, algumas buscam mais do que isso. A ansiedade e a impaciência que os jovens ainda insistem em cultivar? Talvez, mas algumas realmente odeiam isso. Quem sabe o conflito de gerações?

A criação que a geração daquelas mulheres tiveram difere, ainda que muito pouco, da criação que seus garotões tiveram. Conflito de valores, e de tantas outras coisas, talvez as atraiam. Talvez aquele jovem (formado em ciências exatas, com cara de nerd, que já trabalha com carteira assinada e tem planos pro futuro) lhe passe um senso de responsabilidade. Talvez ela não encontre isso num pseudo-adulto de mesma idade que ela. Talvez não seja nada disso...


E como dizem as boas línguas, elas realmente sabem o que elas precisam para serem felizes. Na medida certa, e na hora certa. E o mais importante: elas não deixam que ninguém interfira nisso. Basta um simples arranhão na redoma de vidro que envolve o seu ideal de felicidade, e tanto o jovem (responsável, mas um tanto inexperiente) como o pseudo-adulto são jogados de lado, exatamente do mesmo jeito que aquele par de saltos nº 15 bico fino que tanto lhe apertam os dedos.


Isso me faz pensar que eu ainda tenho
muito o que aprender...

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