Tuesday, June 22, 2010

Seu Lunga e Seu Dunga







Qualquer semelhança não é mera coincidência.



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Tuesday, June 8, 2010

[Serie] Secret Diary of a Call Girl



Não são apenas filmes. Há seriados também. É bacana quando há uma pitada de sensualidade nos seriados, pra assistir com a namorada. Não é tão, digamos, apelativo quanto comédias românticas (a tortura de quase todo homem), nem é o filme de putaria hardcore do cine privê do motel (o fingimento sem graça para quase todas as mulheres). Pelo que pude perceber, a série está na sua terceira temporada. Ainda não assisti toda a série, estou baixando o primeiro episodio da primeira temporada enquanto escrevo este post, mas como se trata de algo longo, vou usando os próprios comentários (ou atualizações no post, o que for mais cômodo) para passar as minhas impressões





Sinopse

Secret Diary of a Call Girl é uma série inglesa da ITV2, estreada em 2007, que mostra o dia a dia de uma prostituta de luxo em Londres. A história de Hannah, baseada no blog da call girl britânica Belle de Jour, que depois se transformou em livro. Mostra uma jovem que adora sexo e dinheiro e para juntar o útil ao agradável, resolve aderir à profissão mais antiga do mundo, nascendo então a prostituta de luxo Belle (Billie Piper).



Mesmo com um tema destes, a série consegue ser inteligente, intrigante e com um texto impecável sem se entregar à promiscuidade exagerada. Nada de mais para quem já viu algum episódio de Californication, The Sopranos ou Entourage. Um ângulo muito diferente e controverso sobre o mundo da prostituição, face ao que a sociedade se habituou a ver, mostrando também os problemas que ocorrem quando Belle tenta conciliar a sua vida pessoal com a profissional. Uma boa aposta para quem já ficou enjoado das séries água com açúcar.





Informações Técnicas

Criador: Lucy Prebble

Ano de Lançamento: Setembro de 2007

País de Origem: Inglaterra

Tempo de Duração: 30 min por episódio (em média)

Gênero: Drama (Adulto)



Ver no IMDB



Informações Adicionais

Com um pouco de inglês em prática, você pode ler um breve resumo dos episódios no IMDB e na Wikipedia





Comentarios Pessoais

Update 001: Assisti ao primeiro episódio agora, e parece mais comédia que outra coisa. Não sei como as coisas vão se desenrolar depois... Eu já sabia que isso iria parecer meio que a videoteca da Bruna Surfistinha, mas não quero me precipitar.



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Saturday, June 5, 2010

Por sua culpa.

Por sua culpa, não há manhã ao seu lado que eu não acorde com um sorriso nos lábios. Não me falta o "bom dia, amor" costumeiro, o "eu te amo muito, sabia?" com os olhos carinhosos de sempre, e nem o primeiro beijo do dia (acho que o segundo você sempre dá na escova de dentes). Não há manhã em que você acorde feia aos meus olhos, mesmo que você ou o próprio espelho ousem duvidar de mim.





Foto de Ohana D. Matias da Silva


Por sua culpa, não há véspera que eu não durma ansioso pelo dia seguinte. Quando chega tal dia, parto sempre em disparada, feito raio, ansioso por arrancar-lhe um sorriso dos lábios. Fico sempre impaciente pela nossa chegada ao "refúgio dos amantes", controlando em mim a vontade de arrancar-lhe um beijo, as roupas, e todo o resto. Não há beijo que lhe seja dado sem vontade, não há abraço ou afago que lhe seja dado sem entrega, não há olhar que lhe seja lançado sem a mistura correta de ternura e desejo. Não há canção que eu cante sem que voz e sentimento se misturem em seus ouvidos.


Por sua culpa, não há dor em seu coração que não apunhale também o meu. Não há tristeza em seu rosto que não se traduza numa batalha incessante por fazê-la sorrir novamente. Por sua culpa, não há motivos para que eu não lhe dê o que de melhor houver em mim. Não há frustração em seu rosto que não me deixe impotente, capaz apenas de dividir um ombro, um peito, e um colo.


Por sua culpa, não há alegria que eu não queira dividir contigo. Não há euforia que eu não compartilhe contigo. Não há esperança minha que não seja um pouco sua também. E ao invés de viver cada dia como se fosse o último, o meu desejo é que o tempo passe mais devagar enquanto estiver ao seu lado. E ao invés de desejar que seja simplesmente fulminante, como eu um dia pensei que bastasse, o meu desejo é que a nossa felicidade seja sim completa, eterna e fulminante.





Por culpa exclusivamente sua, eu te amo.





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Ode à Esperança



O tempo passa, e de tão ansiosos pelos nossos sonhos, a gente acaba se cansando de sonhar. Cansamos de esperar pelo amor de nossas vidas, pelo emprego dos sonhos, pelo sonho de consumo... De certa forma acabamos por nos acomodar com a inércia das coisas a nossa volta. Mas ainda assim, volta e meia escutamos um suspiro, vindo de nós mesmos, traduzido com extrema facilidade para algo próximo a um "ah se eu pudesse/tivesse/fizesse..."






O tempo passa, e invariavelmente a gente aprende que não podemos nos agarrar nem à ansiedade, nem ao comodismo. Como eu costumava dizer, paciência é uma virtude que muitas vezes eu não tenho, e não está disponível nas farmácias (e nem genérico fabricaram ainda). É certo que nada que venha fácil demais tem real valor em nossas vidas, mas nós sempre desejamos que nada seja tão difícil assim. Não há como pedir ao tempo para que apresse seus passos.







Foto de Fátima Morgado



No final das contas, a gente acaba procurando meios de distrair a mente, enquanto o tempo não passa. Deixar um pouco de lado os sonhos, sem deixar de trilhar o caminho que nos leva até ele. É mais ou menos como caminhar horas e horas em boa companhia, jogando conversa fora. O tempo passa que a gente nem sente... E como se não bastasse, ainda temos que saber lhe dar com a frustração de aceitar que, algumas vezes, o sonho é, de fato, impossível. Há muitos de nossos sonhos que não depende exclusivamente de nós...




É aí que, humildemente, aprendemos a pedir. Pedir a Deus, a Buda, à força maior que seja, por aquilo que queremos com todas as nossas forças. E sem ter a certeza de que fomos ouvidos, continuamos pedindo, e esperando. E enquanto não houver resposta, continuamos a tentar fazer por merecer aquilo que pedimos, tentando fugir da ansiedade e do comodismo...




Ainda tentando ser o "adulto" que eu sempre fui, a criança que eu nunca fui, e o adolescente que eu não tive tempo de ser.



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O tempo passa, e de tão ansioso pelos nossos sonhos, a gente acaba se cansando de sonhar. Cansamos de esperar pelo amor de nossas vidas, pelo emprego dos sonhos, pelo sonho de consumo...



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